No Morning Call desta segunda-feira, 22, o analista Mário Pisani destacou um ambiente de cautela nos mercados. A queda das commodities, as incertezas envolvendo os juros e o Ibovespa em uma região técnica importante estiveram entre os principais pontos da análise.
Segundo Pisani, o mercado iniciou a semana sem uma direção definida, concentrando as atenções em níveis gráficos que poderiam determinar os próximos movimentos do índice.
Commodities seguiram em correção e puxaram o risco
Pisani apontou continuidade de baixa no minério de ferro, com projeção de busca na região dos US$ 95. No petróleo, tanto o WTI quanto o Brent seguiram pressionados e se aproximavam da média móvel de 200 períodos.
A leitura técnica, segundo ele, manteve viés negativo e teve reflexo direto no mercado local, principalmente em ações ligadas a commodities como Vale e Petrobras, que tendem a reagir junto ao movimento externo.
Juros ainda sem consenso e leitura desconfortável do mercado
No cenário macro, Pisani criticou a comunicação do Banco Central e afirmou que o mercado não incorporava a narrativa de juros mais baixos.
Ele destacou a reação das taxas após a decisão do COPOM como um sinal de desajuste, apontando que a alta recente sugeria uma leitura equivocada da estratégia atual. Na avaliação dele, o movimento expôs um ambiente de incerteza na política monetária, com o mercado operando em desalinhamento com o discurso oficial.
Ibovespa testou região crítica do gráfico
O Ibovespa trabalhou em uma zona sensível, testando a média móvel de 200 períodos. Segundo Pisani, essa região funcionava como divisor técnico importante no curto prazo.
Caso houvesse perda consistente desse nível, o mercado abriria espaço para alvo projetado na casa dos 162.000 pontos.
O comportamento do índice naquele momento seguia dependente dessa região.
Bancos ainda sob pressão no radar
Entre os ativos individuais, o viés seguiu negativo para Itaú, com projeção próxima de R$ 37, e para Bradesco, com alvo em torno de R$ 15,50.
BBSE3 apareceu em condição diferente, com formação de padrão que sugeria possível reversão e abria espaço para leitura de realização parcial, em vez de continuidade da tendência de baixa.
Leitura do dia apontou lateralização com leve viés positivo
No intraday, Pisani revisou operações recentes envolvendo rompimentos no índice futuro e projetou um pregão mais lateralizado.
Ainda assim, o viés do dia tendia levemente positivo, com atenção voltada para um possível alvo na região dos 172.695 pontos.
O pregão seguiu com mercado mais contido, reagindo a níveis técnicos ao longo da sessão.
O início da semana manteve o mercado preso ao gráfico. Commodities sob pressão, juros em leitura incerta e o índice em região decisiva sustentaram um ambiente guiado mais por níveis técnicos do que por narrativa.
Sem direção clara, o pregão seguiu a lógica do teste de suportes e resistências ao longo da abertura da semana.
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