Mercados globais reagem a plano dos EUA para proteger tráfego no Estreito de Ormuz

Bolsas globais reagem após sinalização dos EUA sobre Estreito de Ormuz

Nos mercados internacionais, o humor mudou nesta quinta-feira (5). A preocupação com o fluxo global de petróleo diminuiu após os EUA indicarem um plano para proteger a navegação no Estreito de Ormuz.

Nesse cenário, a Casa Branca informou que trabalha em um plano para garantir a segurança da navegação na região.
A perspectiva de manutenção do fluxo energético reduziu parte das preocupações com um choque de oferta da commodity.
Mesmo sem anúncio de cessar-fogo, a iniciativa foi interpretada como uma tentativa de evitar efeitos mais amplos sobre a economia global.

Nas bolsas americanas, o reflexo apareceu rapidamente. O Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 avançou 0,68% e o Nasdaq ganhou 1,29%, puxado por empresas de tecnologia e fabricantes de semicondutores.

Petróleo e ativos de proteção seguem no radar

No entanto, o cenário geopolítico continua incerto. Relatos sobre possíveis negociações entre Irã e Estados Unidos circularam ao longo do dia, mas autoridades iranianas negaram a existência de diálogo.

Diante disso, ativos de proteção permaneceram em evidência. O ouro registrou valorização, enquanto o petróleo oscilou durante o pregão e terminou próximo da estabilidade.

No câmbio internacional, o dólar perdeu força frente a outras moedas, acompanhando a melhora do apetite por risco. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram moderadamente.

Indicadores divulgados nos Estados Unidos tiveram impacto limitado. Dados de atividade e emprego vieram dentro das expectativas, enquanto o Livro Bege do Fed apontou desaceleração em alguns distritos e preocupações com pressões inflacionárias associadas a tarifas comerciais.

Bolsa brasileira se recupera e encerra o dia em alta

No Brasil, o ambiente externo mais favorável ajudou os ativos domésticos a recuperar parte das perdas recentes. O Ibovespa subiu 1,24% e fechou o pregão aos 185 mil pontos. A alta foi liderada pelo setor financeiro, que reagiu após ter sido um dos mais pressionados nos dias anteriores. Já as ações da Petrobras e da Vale tiveram desempenho mais moderado.

No mesmo movimento, empresas de varejo e do setor petroquímico registraram ganhos, refletindo recomposição de posições após correções recentes.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,89% frente ao real e encerrou cotado a R$ 5,21, corrigindo parte da valorização observada nos dois pregões anteriores.

Dados do Banco Central mostraram fluxo cambial positivo em fevereiro, com entrada líquida de recursos pelo canal financeiro.

Por fim, nos próximos dias investidores acompanham a divulgação da taxa de desemprego pela PNAD Contínua e os números da balança comercial. No exterior, o foco permanece nos indicadores de atividade e mercado de trabalho dos Estados Unidos, além das vendas no varejo da zona do euro.

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