Petróleo acima de 100 dólares e tensão no Oriente Médio impactam mercados e derrubam bolsas globais

Petróleo acima de 100 dólares pressiona juros e derruba Ibovespa

Petróleo dita o ritmo e muda o humor global

O petróleo acima de 100 dólares voltou ao centro da conversa nesta quinta-feira. O mercado amanheceu reagindo menos a um fato novo e mais ao que não avançou. As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem emperradas, enquanto o risco no Estreito de Ormuz ganha peso e recoloca a commodity no foco.

O Brent voltou a romper esse nível simbólico e trouxe de volta um incômodo conhecido. Energia mais cara começa a respingar nas expectativas de inflação e muda o humor dos investidores. Não é só um movimento pontual. É aquele vai e vem entre susto rápido e preocupação mais duradoura que tem marcado os últimos dias.

Mesmo com esse pano de fundo mais pesado, as bolsas americanas foram na direção oposta. O S&P 500 avançou, o Nasdaq subiu mais forte e voltou a renovar máximas. A sustentação veio das empresas de tecnologia e da temporada de resultados. Ao mesmo tempo, o dólar ganhou força lá fora, acompanhando um tom mais cauteloso sobre juros nos Estados Unidos.

Juros sobem no Brasil com petróleo acima de 100 dólares

Por aqui, a reação foi mais direta. Com o petróleo acima de 100 dólares, a curva de juros abriu, principalmente nos prazos mais longos, refletindo uma leitura mais desconfortável para a inflação. Com isso, o espaço para cortes da Selic ficou ainda mais apertado.

O leilão de títulos públicos entrou nesse contexto e ajudou a inclinar a curva. A procura por papéis longos aumentou o prêmio de risco em um ambiente que já vinha mais sensível. O mercado ficou mais defensivo, com menos disposição para risco local.

Na Bolsa, o dia foi de correção. O Ibovespa caiu 1,65%, puxado por bancos e empresas mais ligadas ao ciclo econômico. A Petrobras até encontrou suporte no petróleo mais alto, mas não segurou o índice. No câmbio, o dólar oscilou pouco e ficou perto de R$ 4,97. O real continua favorecido por um cenário externo que ainda ajuda países exportadores de commodities.

Mercado em tempo real e novos ruídos no radar

Ao longo da manhã, o clima seguiu instável. O Ibovespa chegou a renovar mínimas, acompanhando uma Wall Street sem direção única. O S&P 500 ensaiou reação, enquanto Nasdaq e Dow Jones continuavam no negativo.

Entre os destaques, a Brava Energia avançou, embalada por rumores envolvendo a Ecopetrol. No noticiário político, a Câmara aprovou o marco legal do comércio de ouro, criando regras mais rígidas para a origem e circulação do metal.

Lá fora, o tom voltou a pesar. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram a tensão ao mencionar ações contra embarcações no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, forças americanas abordaram um petroleiro ligado ao Irã, adicionando mais um elemento de risco.

Com isso, o mercado segue girando em torno de três pontos: petróleo acima de US$ 100, pressão nos juros e o comportamento do dólar. Pode até haver algum respiro técnico ao longo do dia, mas, por enquanto, qualquer melhora parece curta diante de um cenário ainda carregado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em ¨Aceitar¨ você concorda com o uso dos cookies, termos e políticas do site.